sexta-feira, 22 de abril de 2016

ENTREVISTA FRIGHT NIGHT


Hoje o blog CHM entrevista o Guitarrista/Vocalista Rodrigo Mattos do Fright Night que nos conta vários detalhes sobre o retorno da banda e os próximos passos a serem dados. A banda de Presidente Prudente (interior de São Paulo) lançou um material aclamado pelos “Bangers” mais antenados no underground Brasileiro, se trata da demo “Power Of  Metal”, que antecipou aquele sentimento “Old School” decorrente nos últimos anos. Para o leitor que se identifica com “ True Heavy Metal”, não deixe de correr atrás de informações sobre o Fright Night, Heavy Metal forte, honesto e impactante!



1 – Rodrigo Mattos, o Fright Night foi formado em 1998, pode-se dizer que hoje em dia a banda já pode ser considerada “das antigas” em Presidente Prudente não é?
Rodrigo Mattos: É, muitos anos se passaram desde que iniciamos esse projeto. Quando começamos as coisas eram bem diferentes, pegamos o tempo da demo tape, formato que era lançado o material pelas bandas, pegava contatos em revistas, trocava cartas, coisas que não fazem mais parte dos dias de hoje, a internet não tinha essa força que tem hoje ajudando na divulgação, a tecnologia avançou muito e está ajudando nas gravações deixando o trabalho com mais qualidade, mais barato e sem precisar viajar longas distâncias como era antes, o comportamento humano mudou muito com tudo isso, e apesar de 8 anos parados podemos considerar a FRIGHT NIGHT "das antigas" sim.

2 –  Em 2004 você lançaram a demo “Power Of  Metal”, me parece que  este trabalho foi muito bem recebido, não é mesmo?
Foi bem positivo a resposta dessa demo na mídia especializada e por Bangers, participamos de várias coletâneas através dela, além de vários shows e muitos contatos, abriu portas na época, com certeza foi o melhor momento da banda até aqui, musicalmente ela foi importante, amadurecemos muito e aprendendo com erros anteriores, saudade desse tempo mas agora concentrar em novos desafios, para viver momentos como aqueles ou melhores.

3 – Andei escutando este material, e  é muito interessante, pois  na época que vocês estavam compondo este registro o  Power Metal Melódico estava em alta, mais contrariando a tendência o resultado que vocês apresentaram foi muito  equilibrado e forte, lembrando Grave Digger e Running Wild, bandas pouco referenciadas neste período.
Quando a FRIGHT NIGHT começou a proposta era fazer um Heavy Metal entre o Tradicional e o Melódico, no começo tocava  covers de Running Wild, Iron Maiden, Black Sabbath, Helloween, Stratovarius mais havia muitas trocas no line up que atrapalhava a sequência, a luta era para banda não acabar, e não para ter entrosamento e muito menos uma proposta, não dava tempo de construir nada, agora a formação que gravou o Power of Metal ficou sólida por mais tempo, com isso amadureceu e ganhou uma identidade, a melodia continuava forte, o som ficou mais acelerado e pesado, mais simples e menos virtuoso, a banda queria mais bater cabeça do que tocar, acho que foi isso que levou a esse equilíbrio.

4 – O  cover de “soldiers of Hell” foi uma escolha bem acertada, qual a importância e estratégia em inseri-la nesta demo?
A banda queria uma música que mostrasse nossas influências, e o Running Wild sempre foi desde do início uma forte influência para nós, a Soldiers of Hell é uma música que se encaixa perfeitamente em nossa proposta que é de tocar Heavy Metal puro, simples, sem frescuras além de fazer parte do nosso set há muito tempo. 

5 – Apesar da boa recepção a banda encerrou as atividades e retornou há pouco tempo, qual os motivos deste hiato?
Hoje analisando com calma, acredito que fomos vencidos pelo cansaço, aquela história de dar um passo para frente e dois para trás, muitas mudanças de integrantes, uma sequência de shows péssima em relação a organização e estrutura onde passamos mais raiva do que nos divertimos e a finalidade sempre foi se divertir e ter alegria em primeiro lugar, alguns problemas externos, muita conversa fiada, era só problema e decepção, que com o passar do tempo só aumentava, chega uma hora que não dá mais, colocamos a situação na balança, vimos os pontos positivos e negativos e resolvemos por um ponto final, hoje vejo que fizemos o correto para aquele momento. A volta do batera Luís Brandão que iniciou a conversa, até que depois de alguns meses juntamos pra tomar umas em um bar para acertar detalhes, e correr atrás de uma baixista, após algumas tentativas, finalmente encontramos o Luis Rodela e estamos de volta fazendo o barulho que estava faltando em nossas vidas.

6 – Neste período você esteve envolvido com o GUILHOTINA (P.Prudente), o que pode nos falar a respeito desta empreitada?
Posso falar que curti pra caralho esses três anos de GUILHOTINA a banda começou logo após o fim do FRIGHT NIGHT com uma proposta definida de cantar Thrash Metal em português e abortando temas relacionados a guilhotina, por isso a escolha do nome, e tocar com aquele capuz, queria algo além de simplesmente executar as músicas, um tema para ser explorado de uma forma mais teatral e com história, Gravamos um CD com oito faixas, fizemos muitos shows, participamos de algumas coletâneas e a banda acabou no ínicio de 2010.

7 – Após o retorno do Fright Night, como tem sido a adaptação nessa nova fase?
Muita coisa mudou em nossas vidas temos filhos, famílias, antes não tinha essa enorme responsabilidade. Uma mudança significativa que exige mais de nós é o fato de agora ser um trio, porque temos mais trabalho para preencher os espaços deixados pela outra guitarra. A melhor parte é mais simples e não precisa de adaptação, voltamos pela amizade para fazer o som que gostamos, não estamos aqui apenas para tocar, antes disso somos amigos com isso a adaptação e respeito fica mais fácil. A outra parte da adaptação é na cena underground, porque querendo ou não as coisas mudam, encerra um ciclo e começa outro, mas está sendo muito bom com novas amizades, novos caminhos, mais o velho e bom HEAVY METAL!!!

8 – A banda já tem composições novas ou planos para alguma próxima gravação?
Estamos compondo material, nossa primeira música depois dessa volta se chama Heavy Metal is my Faith continua na mesma pegada da demo Power of Metal fala de nossa paixão pelo Heavy Metal e a ótima sensação que ele nos proporciona, estou curtindo pra caralho ela, mais sou suspeito pra falar rs... relembramos músicas que não temos gravadas, estamos sempre pensado em gravar algo sim, nós gostamos de entrar em estúdio e ver o resultado dos ensaios com uma produção legal e poder divulgar o trabalho, mas não temos data e nem preparados para isso ainda.

9 – Ao vivo, além do material próprio, vocês andam fazendo algum cover?
Sempre colocamos um ou dois covers de bandas que são importantes em nossa influência no set, Soldiers of Hell do Running Wild continua, mas temos outros covers uma do Manowar The Gods Made Heavy Metal e Black Sabbath com Eletric Funeral estão no set no momento, mas é claro focamos sempre em músicas próprias, nossa motivação maior na música é compor e mostrar nosso trabalho.

10 – Como anda a cena underground em Presidente Prudente?
A cidade aqui sempre teve boas bandas representando o underground, com a proposta de fazer som próprio e mantendo aquele espírito underground, continua assim bandas novas surgindo e bandas antigas que continuam ou voltam como foi nosso caso, sempre houve espaço também, hoje em dia existe um bar onde acontece alguns eventos, e assim a cena vai se mantendo como muita força de vontade e criatividade, hoje vejo um número menor de festivais em relação ao passado, mas não é exclusivo de Presidente Prudente.

11 – Qual é a formação atual do Fright Night?
Hoje o FRIGHT NIGHT é um power trio com Rodrigo Mattos na guitarra e voz Luís Brandão na bateria e Luís Rodela no baixo.

12 – Quais serão os próximos passos para o ano de 2016?
Esse ano é um recomeço, ano passado não ensaiamos para chegar em um ritmo ideal, ainda mais pra quem ficou parado tanto tempo, 2016 já começamos novamente com shows e a ter mais foco e organização, compor músicas novas e aprimorar o repertório, queremos correr atrás do tempo que perdemos, fazendo shows e novos contatos para divulgar nosso trabalho novamente. 

13 – Gostaria que você citasse alguns álbuns favoritos seus?
Accept - Balls To The Walls, Grave Digger - Tunes of War, Judas Priest - Painkiller, Running Wild - Black Hand Inn e Gates of Purgatory, Rage - Trapped, Helloween - Walls of Jericho, Megadeth - Rust in Piece, Riot - Thundersteel, Bomber - Motorhead, esses são alguns, mais a lista é maior e vai longe.

14 – Nestes anos de atividade no underground, quais bandas da região você que deveriam ter o material mais explorado, independente de estiver na ativa ou não.…
Vixi !!! rs… são muitos anos e muita banda boa na ativa ou que já parou em várias vertentes que podem ser citadas aqui, mas para manter um foco e não me perder na pergunta, vou falar de bandas que peguei o material e estou ouvindo ultimamente, eu sou apaixonado pelo Thrash e Heavy oitentista, gosto de bandas que erguem essa bandeira, aqui em Prudente tem o Arkhaikos Thrash Metal e estou ouvindo também o Thunderlord banda de Londrina que faz um excelênte Heavy Metal puro e verdadeiro duas bandas da região que Headbangers podem adicionar na coleção com certeza.

15 – Quais as condições para se levar o Fright Night para algum evento?
É muito fácil rs... procuramos equilibrar as coisas, sabemos da dificuldade enorme para se realizar um evento underground hoje em dia, mas também não podemos sair por ai gastando o dinheiro que não temos com transporte e alimentação que hoje também é muito caro, então procuramos que as coisas fiquem boas para ambas partes.

16 – Rodrigo, muito obrigado, deixo o espaço aberto para suas considerações finais! Grande abraço!
Gostaria de parabenizar pelo trabalho realizado aqui no Colorado Heavy Metal, apoiando a cena underground e dando espaço para divulgação de nosso trabalho, que continue assim e cada vez mais forte, quem quiser saber mais sobre a banda entre em contato pela nossa página no facebook https://www.facebook.com/frightnightmetal/?fref=ts muito obrigado FORÇA UNDERGROUND !!!     

Por Vitor Carnelossi

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terça-feira, 19 de abril de 2016

ENTREVISTA TOLERÂNCIA ZERO

Esse é mais um daqueles trampos que deu prazer em fazer, Tolerância Zero é uma daquelas bandas que ouço desde moleque e estar hoje aqui postando uma entrevista com os caras conduzida por mim é uma enorme satisfação, pra quem não conhece o som, a descrição é simples, peso e violência descontrolados, letras contundentes e pra alguns até ofensivas e aquela aura de som de rua, de quebrada que são cortesias da influência do rap que os caras incorporam a todo caos sonoro que produzem, retornando de um longo hiato e prestes a lançar seu primeiro disco de inéditas desde “Ninguém Presta” em 2000, esse malucos de Indaiatuba-SP ainda tem muita lenha pra queimar e o que eles nos reservam vocês podem conferir a seguir!


Fala galera, antes de tudo o nosso muito obrigado pela atenção, vamos primeiramente tratar do atual momento da banda, vocês lançaram um single recentemente, da faixa “Tudo Loco”, e garantiram novidades para breve, as músicas que estarão presentes no próximo trampo de inéditas devem seguir essa linha de sonoridade?
Fala brother, a gente é que a agradece a oportunidade de poder divulgar o Tzero e falar com a galera que curte a banda. Cara, nós temos várias músicas prontas pra gravar e serão lançadas ainda no segundo semestre. Vai ter trampo novo, um EP pra começar. Quanto ao direcionamento, estamos produzindo no mesmo estúdio e com mesmo produtor do single ‘Tudo Loco’, mas os sons são diferentes entre si. Tem coisa na linha deste single, mais pesado e groove, e tem porrada descontrolada também, no melhor estilo Tolerância Zero.

Há reportagens na internet sobre um segundo disco do Tolerância Zero que tinha o título provisório de “Diversão garantida no país da sacanagem”, inclusive numa das matérias que li há um review de oito faixas inéditas, das quais consegui encontrar “Lado bom” e “Situação brasileira”, esse material chegou a ser lançado? Essas faixas vão compor o novo disco?
Sim, inclusive ‘Diversão Garantida’ já é certa pra esse primeiro EP. Várias destas oito faixas que nunca foram lançadas, estão sendo regravadas e farão parte deste trampo. A música ‘Lado Bom’ foi feita para a trilha sonora do filme ‘As melhores coisas do mundo’, de 2010, e foi lançada junto com o longa-metragem. É uma música bem legal faz parte do repertório atual dos nossos shows, embora só tenha sido lançada na trilha do filme, em formato digital se eu não me engano.

A banda passou por um período de hiato, qual a razão dessa parada e como vocês estabeleceram o retorno?
Depois do lançamento de ‘Ninguém Presta’ em 2000, fizemos vários shows por todo país e algumas turnês de grande repercussão como a do filme ‘O Invasor’ junto com o mestre Sabotage e o Pavilhão 9, uma das primeiras tours em solo brasileiro a juntar o rock pesado e o rap. A banda estava á toda nesse período fazendo vários shows, participando de programas de radio, MTV e algumas trilhas sonoras como a do filme ‘O Magnata’ (2007). Esse ritmo rolou até 2010, quando algumas situações como falta de estrutura, perda de contrato com a gravadora e mudanças de formação nos obrigou a dar um tempo da banda, salvo algumas raras apresentações. No momento atual o grupo está renovado, com todo gás possível e com a banda mais pesada e profissional do que em qualquer outra fase, e apostando em material inédito, o que é importante depois de ficar tanto tempo sem lançar nada. Vale ressaltar que esta volta só foi possível também pelo apoio dos fãs e amigos, pessoas que acreditam no Tolerância Zero.

Foram agendadas uma série de shows, como tem sido esse retorno da banda aos palcos?
Temos vários shows agendados para essa tour de retorno, e pretendemos fazer muito mais durante todo ano de 2016, estamos chamando de ‘TudoLoco Tour’, o primeiro show foi semana passada em Valinhos e nesse sábado dia 16/04 estaremos na cidade de Cordeirópolis/SP no evento Food & Rock, junto com o Oitão, banda que eu curto pra karalho. Nessa primeira parte vamos passar por Monte Mor, Piracicaba, Campinas, Indaiatuba pretendemos agendar shows em Porto Alegre e São Paulo capital, lugares onde o Tzero tem um público fiel.

O disco “Ninguém presta” abriu muitas portas para o Tolerância Zero, e fez muito barulho no underground brasileiro na época em que foi lançado, que recordações vocês destacariam da época em que produziram essas faixas que soam atuais até hoje?
É muito legal olhar para um disco como o ‘Ninguém Presta’ e ver que, conforme o tempo passa, ele vai aumentando seu status ‘cult’, se é que a palavra seja essa, mas as pessoas realmente gostam desse disco e a gente também. É um trabalho diferenciado e marcante dentro da música pesada nacional. Na época a gente já vinha trabalhando as músicas á algum tempo e tivemos dois produtores que foram fundamentais para o som do Tzero durante os 2 anos que a gente trabalhou o disco até o lançamento, de 98 á 2000. Foram eles o Caio Ribeiro de Campinas, que produziu nossas primeiras demos e trabalhou também na produção do disco e o Carlo Bartolini que produziu e mixou o ‘Ninguém Presta’. Foi um cd feito com uma produção foda, com ótimos estúdios para gravação e mix e que ficou atual justamente porque a gente fez exatamente o que queria, um disco pesado, antenado com o que rolava de novo e mantendo a tradição hardcore de tocar. Quanto as letras e temas, ele se mostra ainda mais atual em 2016, no Brasil principalmente.

O Tolerância Zero sempre teve sua trajetória ligada ao cinema nacional, como se deu a participação da banda na trilha sonora de “O invasor”? E como foi participar do filme “O Magnata”, escrito e dirigido pelo Chorão do Charlie Brown Jr.?
Cara, interessante você falar isso, mas realmente a galera do cinema costuma gostar do som do Tolerância Zero. A gente já participou de 3 longa metragens de repercussão nacional e todos foram ótimas experiências, principalmente porque desde o começo a gente sempre foi muito ligado ao cinema, alguns filmes influenciaram muito o contexto do Tzero e nossa música tem mesmo um lance meio ilustrativo, de imaginar as cenas. ‘O invasor’ é um filme sensacional, que nos deu muita repercussão e oportunidade de trabalhar com gente classe A, como o diretor Beto Brant, o grande Sabotage e Paulo Miklos, do qual sou fã de longa data. Em ‘O Magnata’ tivemos a honra de trabalhar com o Chorão, do Charlie Brow Jr, um dos caras de mais atitude que eu conheci, punk de coração mesmo. O cara nos convidou pra participar do filme, mostrou admiração e conhecimento pelo som do Tzero, enfim, foi muito massa participar daquilo, e ainda teve a cena com o Tiririca, outro com o qual a gente cascou o bico.

Em 2017 a banda completa vinte anos de estrada (os caras estão na ativa desde 1997!), vocês pretendem fazer alguma parada especial para celebrar o tempo de vida da banda?
Com o nome e com o som do Tolerância Zero a gente começou em 97. Mas a formação original já tocava junto desde 94 com o nome de Straw Dogs, fazendo um som mais próximo do thrash metal. Inclusive nosso primeiro ensaio juntos foi no dia em que o Airton Senna morreu e a primeira música que a gente tocou foi ‘Arise’ do Sepultura, que saiu daquele jeitão né...
A intenção é lançar o material novo e tocar e divulgar ao máximo o som, colocando o Tzero novamente no cenário com a força que merece. Agora estamos com uma estrutura bem melhor e com o velho desejo de destruição que tem que fazer parte dessa banda. Esses são os planos pra comemorar estas duas décadas, e vem ai também o clip de ‘Tudo Loco’, que vai fazer jus ao nome do som. É logo menos

Uma marca que sempre chamou a atenção no som de vocês foi a mistura de sonoridades aliadas a muito peso e agressividade, que bandas influenciaram e ainda influenciam o Tolerância Zero na hora de compor?
Muita coisa, muita música e coisas além da música, como o já citado cinema. A gente gosta de muitas coisas dentro do som pesado e tenta sempre ouvir as coisas novas, tendo como base as grandes bandas de rock pesado. Suicidal Tendencies, Black Sabbath, Korn e Sepultura é o básico, mas também tem Ministry, Nirvana, Slayer, Public Enemy, death metal, punk rock,  White Zombie, Stooges, Pantera, Prodigy, Deftones, Ratos de Porão, Eminen, Biohazard, Red Hot dos discos dos anos 90... é muita coisa mesmo. Do som pesado nacional temos acompanhado e curtido muito bandas como John Wayne, Oitão, Project 46, Worst, os nossos Brothers do Maguerbes, banda foda que está tendo agora o reconhecimento que merece, Far from Alaska também é foda... creio que um novo cenário está se formando pra música pesada e alternativa, as bandas estão aprendendo a trabalhar este tipo de música e fazendo o som chegar ao seu público, é nesse contexto que o Tzero quer se inserir novamente. E, claro, o rap nacional que sempre influenciou nossa maneira de escrever, de Racionais a Sabotage, de Black Alien e Speed Freaks a Pavilhão 9, ouvimos isso sempre.



Outro detalhe que chamou a atenção em “Ninguém presta” foram as participações especiais no disco, haverão parcerias nesse futuro disco de inéditas? Há previsão para o lançamento do mesmo?
As participações sempre fizeram parte da história do Tzero, tanto nas gravações quanto ao vivo. Vira e meche temos alguma parceria com o Maguerbes, inclusive a letra do segundo verso de ‘Tudo Loco’ é extraída de uma música deles das antigas, chamada ‘soco’. Na gravação de ‘Ninguém Presta’ a gente teve o privilégio de contar com dois dos nossos heróis no rock, o Andreas Kisser e o João Gordo, o que foi incrível, mas rolou tudo naturalmente. Creio que pra esse tipo de coisa ser legal tem que rolar assim. Estamos começando as gravações do disco e ainda não pensamos muito neste assunto, mas se rolar de boa que nem foi das outras vezes, porque não? a gente da um toque pra geral, com certeza.

Gostaria de agradecer pelo tempo concedido e destinar o espaço pra deixem seu recado com quiserem! Valeu!
Nós é que agradecemos a oportunidade meu caro, valeu mesmo, é sempre bom falar com o nosso público, e fica aqui o recado, ‘Tudo Loco’ novo single do Tzero já esta disponível em formato digital na nossa página facebook.com/bandatoleranciazero e também no nosso canal no youtube. Valeu minha gente, vamo que vamo detonando!



Tolerância Zero é:
Campa - vocal
Pé – guitarra
Thiago – Baixo
Leko – Bateria

Contato:
Ouça o single “Tudo Loco”:


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Entrevista por Evandro Sugahara

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Entrevista Hollow Head

Pra quem curte um heavy metal com um pé no thrash, com vocais alternando entre o tradicional e os guturais, a Hollow Head será um prato cheio, o disco “Poverty of Mind”(confira nos links no fim da entrevista) que apesar de gravado em 2012 saiu ano passado de forma independente, traz uma ótima produção e deixa tudo no lugar e com sujeira na medida, um som variado, pesado e basicamente metal, como os próprios se definem, no mais confiram a ideia que trocamos com os caras e saiba a que veio a Hollow Head!!!


  
Fala galera, começando pela história da banda, como foi formado o Hollow Head?
A Hollow Head é uma banda idealizada por João Limeira (atualmente no Paura), que num primeiro momento contou com o Lucas Simoty no vocal. No começo de 2012 Simoty e Thiago se conheceram na Faculdade, e assim que casou, pois o Thiago sempre tocou comigo (Igor JapaNego), o Simoty já estava com o João... Formou um batera, um vocal, um guitarrista e um baixista. O Rafael foi indicação minha, na época que ainda estávamos nas pré-produções do disco. E caiu como uma luva, fora a precisão do menino, Rafael é uma enciclopédia musical.

Sobre o “Poverty of mind”, como foi o processo de composição do mesmo e gostaria de saber a respeito da gravação e produção do álbum, onde gravaram e quem ficou a cargo da produção?
O "Poverty of Mind" é um disco de 2012. Foi feito com no IMF - Instituto de Musica Falaschi, que na época se localizava na Rua Rio Grande do Sul em SC. O processo de pré-produção foi feito pelo próprio Tito Falaschi, mas que acompanhou a gente em gravação, mix e master, foi o Dann Feltrin (Um dos produtores mais profissionais que já conheci, fora uma pessoa de humildade ímpar).

Como tem sido a recepção da galera ao som do Hollow Head, tanto em shows quanto aos que tem contato com a banda via plataformas digitais?
O Feedback que a Hollow está recebendo é A recepção do publico tem sido muito boa, mas como não temos uma cena forte para nosso som, o publico foi captado "na unha”. Sempre gostaram muito da nossa performance ao vivo, ouvi diversas vezes "Na net é foda, mas ao vivo, PUTA QUE ME PARIU". Isso me deixa feliz pra caralho, pois eu não vejo nada encima do palco, entro na minha matrix, e receber elogios sinceros te faz querer sempre continuar.

O material será lançado em formato físico?
O "Poverty of Mind" por ser um trabalho antigo, nós pensamos em fazer um físico com valor mais acessível. Mas isso só tem previsão de ser lançado conforme o andamento da barca HH. Estamos em processo de composição, contamos com o novo baterista Yuri Alexander, e nosso foco agora seria composição. Assim que retomarmos a bateria de show, com certeza o "PoM" vai estar à venda por um preço simbólico.

Uma vez com o trabalho na praça e em plena divulgação, quais são os planos da banda para o restante de 2016?
Pra 2016 a Hollow tem como meta principal fechar um álbum novo. Mas não deixando de tocar com os companheiros de estrada. Uma das metas é a produção de um Videoclipe, para encerar os trabalhos do "PoM".  Como estamos trabalhando 100% no DIY, ele tem previsão pra ser lançado em Outubro.

Houve algum som que ficou de fora do álbum? Há novas composições da Hollow Head?
No processo de produção do "Poverty of Mind" teve uma musica que ficou de fora. Mas nada que ficou de fora, vai pro lixo. Tenho material de 2010 quando tocava com o Thiago. As composições não são fracas, quem sabe elas não apareçam nos próximos trabalhos...
 


Quais são as fontes de inspiração da banda dentro da música?
As fontes de inspiração dentro da banda são bem variadas, ainda mais com a entrada do Yuri na HH. Quando mais novos, o Simoty curtia muito Heavy e Melódico, Eu, o Thiago e o Rafael Penna sempre curtimos mais HC punk e Thrash. O Yuri leva o nosso som mais pro Djent, o que o tá fazendo a gente pirar, era um campo nunca antes explorado.

O álbum foi disponibilizado em diversas plataformas digitais, como Deezer, Spotify, etc. O quanto são eficazes essas plataformas como veículos de divulgação?
As Plataformas digitais fazem o papel que eu gostaria de fazer: distribuir musica de graça para quem queira. Acho que esse é o verdadeiro valor da divulgação, e não apenas usar o nome de um Player por status. Pessoas ouvem o som da Hollow todo dia, difícil até pra mim de acreditar. E esses players facilitam a vida de muita gente.

Quais são os próximos compromissos da agenda da Hollow Head? Como tem sido as apresentações ao vivo até aqui?
Próximo show da Hollow vai ser dia 30/04 no espaço Magma, na Avenida Nazaré. O Espaço Magma foi o Palco do Primeiro MSP.

Do que se trata a iniciativa do Metal Selva de Pedra? Vocês são organizadores do evento?
O MSP - Metal Selva de Pedra foi ideia do Rafael Penna, mas foi executado por: Igor Fugiwara (JapaNego), Lucas Simoty, André Portilla (Chileno), William Head, Davi Menezes e Fábio Krachpatser. É um coletivo de bandas na qual todas elas se unem para fazer o rolê. Toda organização é DIY, desde aluguel da casa, descontos em bebidas até confecção de camisetas, CDs e ingressos. As duas edições que fizemos deu muito certo. Conseguimos pagar as bandas, sem cobrar cota nenhuma de ingresso. Isso mostra que ainda terá sempre umas 200 pessoas fiéis ao som! Querendo consumir coisa nova e independente. Quando eu era pirralho, colava sozinho em rock bar e conheci bandas as quais escuto até hoje: Anccestral, Threat, Chaosfear, Furia inc, Red Front... Sou muito grato a eles por terem me injetado a vontade de estar lá, encima do palco passando o som pra quem queira ouvir.


 Página oficial:

Ouça o “Poverty of Mind”:
   
Hollow Head é:
 Vocal - Lucas Simoti
Guitarra e backing vocal- Thigas
Guitarra - Rafael Penna
 Baixo e backing vocal - Igor Japanego

 Batera - Yuri Alexander

Entrevista por Evandro Sugahara


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segunda-feira, 11 de abril de 2016

FRADE NEGRO: THE ATTACK OF THE DAMNED – O HEAVY BRAZUCA MAIS VIVO QUE NUNCA


Você curte palhetadas e levadas mosh?
Como você acha que ficaria um vocal na linha Kreator / Nuclear Assault sustentados por backing poderosos no melhor estilo true/epic metal? Se quiser matar a curiosidade, ouça inteira a faixa Firts Die, que abre o estupendo e surpreendente The Attack of the Damned, último trabalho destes catarinenses, lançado em 2015.
Este disco propõe, e cumpre, como poucos, missão de despejar um caminhão de riffs sem firulas, levando o ouvinte a um passeio pelo berço do heavy metal.
Sem exagero, é uma tijolada atrás da outra.

 Ouça Maximum Destruction, Hate, Contested ( com sua introdução pirada), Edge of the World, a suavidade dos primeiros acordes de Waiting for You e muitas outras que são um agradável tributo ao melhor e puro heavy metal.
Os vocais de Rodrigo Santos é uma insanidade, bem como o trampo de guitarras do Murilo Soares. A cozinha formada por João Ortiz na batera e Marcos Strelow no baixo mais que pesado demonstram uma banda madura, pronta para figurar entre os primeiros do top list do metal nacional.
Se vc conferir esta dica e gostar, e acho que vai, saiba que o Frade Negro possui 03 discos lançados anteriormente, entre EP´e full length, mangtendo intacta a veia visceral e intocável do heavy metal.
Brindemos todos ao Frade Negro pela grandiosidade da proposta e pela excelente discografia, honrando o metal catarinense que já é forte alicerçado por nomes como Syndrome e Steel Warrior.

Ouça alto!!

Marcão Azevedo.


terça-feira, 5 de abril de 2016

BROTHERS OF SWORD - UM GRANDE MOMENTO DO HEAVY METAL NACIONAL

Quando coloquei ‘UNITED FOR METAL’’ para rodar a primeira vez fui surpreendido pela qualidade e sentimento empenhados nesta produção. Desde então sempre que tenho um momento livre, acabo colocando esse álbum para curtir em bom e alto volume! Idealizado pelo baixista Fabio “Grey Wolf” Paulinelli (GREY WOLF) o projeto uniu vários músicos dentro do Heavy Metal Tradicional Nacional, que possuem bandas com aquela pegada mais oitentista e purista do estilo! Tanto a parte gráfica quanto a estética e lírica, o trabalho remete o ouvinte ao sentimento medieval, algo totalmente entrelaçado com a proposta central do projeto. As referências mais evidentes são Running Wild, Manowar, Saxon, Grave Digger... tudo isso temperado com as referências pessoais de cada musico. Os senhores aqui envolvidos abraçam realmente o estilo que tocam, e isso é o que torna o CD mais interessante de ouvir, basta pesquisar as bandas aqui envolvidas, todas empunham a bandeira do Metal Tradicional!


“Brotherhood (Marching to Bathle)” abre o trabalho com toda a genialidade do tecladista Yuri Fulone (Warpride / Yure Fuloni) que empresta seus dotes para dar o clima  épico em uma ‘’intro” digna de grandes produções, deixando o ouvinte já animado com o começo do material e inserido no clima épico trilhado pelo projeto. “The Song of Victory” fica a cargo das vocalizações de Fábio “Grey Wolf” (Grey Wolf), seguindo uma pegada “speed” bem trabalhada! Além de ser uma ótima canção para abrir o disco, podemos destacar as ótimas linhas de baixo que conseguem se sobressair de maneira muito criativa, sempre “passeando” pelos riffs sem abandonar o peso! Com aquela “pegadona” Grave Digger, Arthur Migoto (HazyHamlet) faz uma grande interpretação em “Beserkers”, uma ode as batalhas medievais com um instrumental empolgante! “The Cyclops” é a faixa mais cadenciada e conta com os vocais fortes de “Peter Kelter” (Thunderlord) que consegue fazer um “drive vocal” agressivo sem ser gutural! O refrão dessa canção é fantástico, daqueles que grudam na cabeça! Em “A Espada Selvagem” “Riffs cavalgados” levam o ouvinte aos contos da Ciméria de CONAN, cantado  na língua pátria pelo ótimo vocalista Daniel Wallançuella (Cruzadas), essa música é um grato momento no álbum! “Bravos” além de uma guitarra solo com um timbre foda e um ótimo solo de baixo, tem uma grande interpretação de Raziel Avenger (Túmulo de Aço) que nos deixa com vontade de sair cantando junto. “Brothers of the Swords” é o grande momento do álbum! Todos os vocalistas participam desta canção, guiados por instrumental pesado, enriquecidos por um teclado encaixado de maneira perfeita! Sem dúvidas um grande momento do Heavy Metal Nacional!


Superficialmente aqui da minha maneira resenhei minha opinião e empolgação com este trabalho, é claro que a audição revela uma chama nostálgica do velho metal... mais por outro lado a modernidade permitiu esse pessoal arquitetar um trabalho com representantes de várias cidades e estados,  resultando em uma celebração aos antigos modos de fazer o Heavy Metal!!

Enfim, deixo também uma ressalva para o ótimo trabalho de guitarra de Luiz Camargo (Owtlaw) e Baixo de Fábio “Grey Wolf” que fizeram um trabalho totalmente condizente com o estilo, se atendo a detalhes que encontramos nos grandes nomes do Heavy Metal Tradicional! A mixagem ficou a cargo Arthur Migoto e a bela arte a cargo de Celso Mathias!  Não percam tempo, compre seu exemplar! Bem que esse trabalho podia sair em LP heim?????


Por Vitor Carnelossi