domingo, 17 de junho de 2018

DIVIDIR & CONQUISTAR - A OBRA PRIMA DA DORSAL!

.... “ Desde cedo, quando comecei escutar metal, por acaso me "jogaram na mão" o ousadíssimo "Dividir e Conquistar" e escutei com tanta atenção as letras que acabei sendo um fã do "entrelaço" literário de Mr. Carlos Lopes..."Dividir e Conquistar" me dividiu por completo em relação a sua dissertação tão profunda de letras como " VELHICE"... Era uma ousadia além das formulas costumam dar certo, era a fuga da banalidade lírica, algo proficiente e desapegado ao ideal de um grupo, de um movimento. Desde então me tornei um fã da Dorsal Atlântica” 

E com essa mensagem que enviei diretamente ao “pai da obra”, Carlos Lopes começo essa pequena matéria que fala nada mais algo como “chover no molhado”, mais minha necessidade inquietante de dividir o que gosto me fez revisar esse clássico!!! De maneira alguma me falta o respeito com o trabalhos da “Dorsal” que segue firme com o novo e espetacular álbum “Canudos”, que resenharei mais adiante... 

Dividir & Conquistar é antes de tudo na minha opinião é um trabalho de complexidade vanguardista, um Thrash metal com espirito hardcore , ainda com algo técnico e cortante! O “Discão” começa com a canção TORTURA com sua pegada frenética e riffs que dão gosto de ouvir, sempre com aquele baixo “gordo” com aquela textura dos baixistas “das antigas” Imagino a cara dos Bangers escutando as leras dizendo “O medo da dor é mais forte que a própria dor, Tortura não passa de um ato sexual” Era claro, havia a necessidade filosófica que inspirava a uma reflexão além do “Metal” e suas conotações tão usadas do obscuro e fantasioso. 

“Nascemos com a missão de fazer um sonho viver . Mesmo com pessoas e pedras fechando o nosso caminho” VITÓRIA é o segundo som que segue com a característica que que me capturou ao primeiro momento, a musicalidade! Sempre considerei o “Carlos Lopes” um puta guitarrista e sem querer causar polêmica melhor que os “figurinhas carimbadas”, aliás ele e o Claudio David do Overdose! Vitoria tem um solo muito legal e ótimos riffs, a batera sempre segue aquela peculiaridade que só o “hardcore” tem! 

“Viajando na estrada, um ruído seco 
Dentro de um ônibus atiraram em um inocente 
Por pura ignorância 
Ninguém esperava sentir como a vida é tão fugaz 
E a morte ronda todo cheiro de carniça”

Letra mais atual impossível, “Violencia é Real” tem uma passagem no segundo compasso que soa-me melancólico, emotivo, algo que vai mudando de sentimento até chegar ao conceito central da canção, a violência gratuita que nos pega despercebidos em meio ao cotidiano... Acho que é um retrato real das grandes capitais, profetizado e vivenciado décadas atrás! “Porque o que destrói a raça humana é a incompreensão de ser humano”, precisa falar mais alguma coisa?


“Absolutas certezas baseadas em nada” METAL DESUNIDO tem uma pegada rápida e riffs como sempre complexos e letais! Porém, como tudo na “Dorsal” tem um sentido mais profundo que a primeira impressão, “Metal Desunido” é um manifesto catedrático de quem vivenciou as primeiras épocas do underground e todas as suas ambiguidades, alias... ainda continuam mais do que nunca, incertas! 

O Heavy metal, pode ser bandeira ou simplesmente música, músicos e artistas podem se rotular ou não... A questão é.... há muito conteúdo nesse estilo musical! Quando escutei “LUCRÉCIA BORGIA” achei formidável, era a história descrita em riffs e levadas ensandecidas, momentos que acompanhavam o sentimento da música, Por isso esse disco merece tanto apreço, uma obra musical e lírica intensa. Tudo muito literário e sóbrio, é óbvio que a Dorsal realmente esteve a frente de seu tempo!

“Se essas ruas pudessem ser minhas
Eu poderia abraça-las
Senti-las vivas pulsando
Sugando a vida de quem passa nelas 
Ou se quisesse destruir tudo como um crime passional 
Para que isso? Por que não ir embora e esquecer? 
Estou aqui sei que vou ficar, porque aqui é meu lugar” 

MORADOR DAS RUAS é outra pérola, que conta de maneira intensa a vida de um morador das ruas, as vezes resumido a uma palavra que considero tão inapropriada, mendigo... Carlos conseguiu sintetizar muito bem mais esse experimento sonoro, retratando a vivencia expressiva e marginalizada das grandes capitais. É muito interessante verificar a complexidade musical da banda fluindo de maneira totalmente ligada aos acontecimentos das letras, isso é algo raro de se captar em bandas mais Thrash Metal.... detalhe, ouça o solo dessa música... fantástico!
E seguindo a sequência do disco, mais um tema surpreendente, VELHICE que segue afiada em todos os sentidos...


Se eu não trabalho então eu não existo

Se eu não servir de produção, estou morto estando vivo?
Não é assim que vocês raciocinam ?
Penso que ainda existe vida nos retratos amarelos 

Dividir e conquistar demonstra uma maturidade lírica fundamental para a construção da banda, acredito que esse fator há cada tempo que passa torna a DORSAL ATLÂNTICA mais vanguardista, pois o conceito de ser abundante em temas e opiniões sóbrias leva a enquadrar esse registro como no mínimo, genial!!!

“PRESO AO PASSADO” encerra essa aventura thrash em terrenos tão astutamente medidos palmo a palmo pelo maestro Carlos Lopes, coisa de quem sabia  que a ousadia era necessária!

Ahhhhh.... A Propósito quando mandei minhas impressões ao genial Carlos Lopes, recebi suas palavras... 
"Muito muito obrigado por suas palavras, Vitor. Poderíamos falar sobre tudo isso e muito mais, mas basta que seu coração seja tocado! Que bom que você percebe que a evolução é necessária e que a arte é fundamental."



Por Vitor Carnelossi

COLORADO HEAVY METAL - PEQUENAS AÇÕES QUE FAZEM A DIFERENÇA!

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quarta-feira, 28 de março de 2018

ROCKING RIDERS

Hoje aqui no Blog COLORADO HEAVY METAL vamos conhecer um pouquinho da banda ROCKING RIDERS! Do peso do Heavy metal a energia do velho rock n´roll essa galera leva a adiante a tradição Mineira de apresentar ótimas bandas! Sim amigos, tem muita acontecendo, muita banda legal batalhando seu espaço! Vamos trocar uma ideia com o Frontman LUCIANO ROBERTO (guitarra e vocais) e saber um pouquinho mais sobre o empolgante ROCKING RIDERS! yesss!

1 – Minha admiração em relação ao Metal mineiro é muito forte, sempre “troco” ideias e adquiro material de Minas, em especial a região de BH! É um prazer tê-los por aqui! Como você explica essa relação com o metal pesado no seu estado, com tradição desde os anos 80?
LUCIANO ROBERTO: Saudações Victor e leitores, satisfação em responder às perguntas para seu blog Colorado Heavy Metal!
Minas Gerais tem tido, desde a década de 1980, grandes bandas de Metal que explodiram não só aqui no estado, mas no Brasil todo e no exterior. Como principais expoentes, cito o Sepultura, Sarcófago, Chakal, Witchhammer e Eminence. Na época, surgiram muitas bandas em um espaço relativamente curto de tempo, o que levou ao aparecimento de muitos shows das mesmas e um foco maior da mídia daquele tempo. O reflexo do surgimento de tantas bandas por aqui no passado foi bom para BH e região, pois essas bandas e várias outras mostraram que BH foi e é um celeiro fóda de bandas autorais.

2 – O Rocking Riders iniciou as atividades em 2010, pelo que li vocês desde o início tinham uma inclinação mais para o lado do hard/heavy! Quais as principais influências da banda?
LUCIANO ROBERTO: Nós do Rocking Riders somos influenciados pela sonoridade do Black Sabbath, Motörhead, Metallica, Megadeth, Exodus, Ozzy, Iron Maiden, Mötley Crüe, Whitesnake, Mercyful Fate, Saxon, Testament... são bandas que têm estilos distintos entre si, mas que, agregados, compõem o nosso som que é o Heavy Rock.

3 – Cinco anos após o início da banda vocês soltaram na praça o álbum “Rock In The Night”, quais foram os desafios para conceder esse material, visto que foi um tempo relativamente longo?
LUCIANO ROBERTO: O maior desafio foi formar a banda. No início de 2010 eu e o Vinícius formamos o Rocking Riders com o propósito de fazer músicas autorais. Mas não tínhamos baixista e baterista. Procurávamos pessoas para ocupar essas duas funções e, ao mesmo tempo, começamos a compor e arranjar as músicas que estariam no álbum Rock In The Night. Isso foi de grande valia para a gente naquele tempo, pois o trampo de guitarra nas músicas ficou bem adiantado, uma vez que o Vinícius e eu somos a dupla de guitarristas do Rocking Riders. Paralelamente, as temáticas e as letras foram surgindo e sendo encaixadas nas músicas.  Sete das dez faixas presentes no nosso primeiro trabalho foram compostas nessa época até que, em maio de 2011, o nosso amigo Michael Euler juntou-se à banda como baixista e um outro amigo nosso do bairro segurou a onda na bateria. As sete músicas acima citadas com mais alguns covers foram o nosso set list no show de estreia do Rocking Riders, em julho de 2011. De 2011 até a gravação do CD já tínhamos um repertório de muitas músicas, sendo que selecionamos mais três para encaixarmos no álbum para a gravação.

4 – Ainda sobre a 3º pergunta, fiz essa observação, pois hoje em dia tem uma “molecada” que não se preocupa muito com a questão “entrosamento” e já vão para o estúdio, resultando em algumas coisas superficiais...
LUCIANO ROBERTO: De fato, isso acontece por aí. A gente busca tocar no tempo certo e usamos o metrônomo ao ensaiar as músicas individualmente para obtermos uma maior cadência nos ensaios, shows e gravações. A sonoridade de qualquer banda está estritamente ligada ao entrosamento de quem toca, não há muito sentido juntar um determinado número de pessoas e tocar “na lata”, sem obter um entrosamento.

5 – Ainda, me dando a liberdade, vejo que muitas bandas hoje em dia se rendem ao “impressionismo técnico”, o Rocking Riders me parece que é bem ligado a conceitos mais “orgânicos” nos riffs e bases, não é mesmo?
LUCIANO ROBERTO: Verdade. Como nosso som veio do Rock ‘n Roll, que por sua vez veio do Blues, prezamos mais o “feeling” de um riff, dedilhado, lick ou solo de guitarra e baixo e bateria com um certo “groove”. Não tenho nada contra quem segue a linha de composição decorando cada nota de uma partitura para obter um som “perfeito” tecnicamente. Eu particularmente gosto de compor partindo da ideia de que a música vem de dentro, da “alma” mesmo. Ouvimos muita coisa, absorvemos o que mais gostamos de nossas bandas e músicos favoritos e quando compomos e tocamos, damos o nosso máximo baseado naquilo que vem do coração. Esse é o nosso método de composição e de execução das músicas.

6 – Escutando o material que há disponível, há uma boa dose de influencias “Sabbathianas” na banda, porém, vocês não escondem as influências do hard rock e até rock n´roll nas composições, isso abre caminhos diferentes não é mesmo?
LUCIANO ROBERTO: Para todo mundo que toca o som mais pesado, não há como negar ou excluir o Black Sabbath, que é a mais importante banda de Metal de todos os tempos, no meu modo de ver. Tony Iommi é uma das minhas principais influências na guitarra, ele é o mestre dos riffs pesados!  A gente gosta muito do Black Sabbath, mas não só deles. Como o nosso estilo é o Heavy Rock, há a presença de outras vertentes do Rock e do Metal, como o Rock ‘n Roll mais “sujo” do Motörhead, o Hard Rock do Mötley Crüe, o Heavy Metal Tradicional de bandas como Saxon, Iron Maiden e Mercyful Fate e o Thrash Metal do Megadeth, Exodus, Metallica e Testament.

7 – O trabalho de estreia lançado pela MCK Multimidia, “Rock In The Night” oferece 10 canções! Quais impressões da banda sobre este primeiro material!?
LUCIANO ROBERTO: Sentimos muito orgulho do “Rock In The Night”. Nosso produtor, Maurício To Mega Therion, fez um trabalho ótimo nesse álbum obtendo a sonoridade que queríamos na época. Aprendemos muito com a gravação dele e penso que, no próximo CD, a banda estará bem mais madura e preparada, ainda mais com o nosso batera atual, Júlio César, que agregou bastante ao som da banda e que está com a gente desde dezembro de 2015.

8- A música de trabalho “VIPER” conta com um clip bem legal e muito bem produzido! Como a banda definiu que essa seria a música a ganhar um clip?
LUCIANO ROBERTO: Quem dirigiu o clip foi o pessoal da Aoki Produções, liderado pelo competente Denys Aoki, daqui da região mesmo. Queríamos um clip de uma música mais impactante e direta, por isso escolhemos a Viper. Como ela se encaixou na nossa proposta do primeiro clip do Rocking Riders, ela foi a escolhida.

9 – Além de um ótimo instrumental, o vocal também é um fator que difere a banda de suas referências, as vezes lembra um Dave Mustaine mais grave, outras parece até o finado Peter Steele! Ficou bem original!
LUCIANO ROBERTO: Valeu hehe a questão do vocal é sempre o mais complicado, na minha opinião. Desde o início eu tinha como referências Lemmy Kilmister do Motörhead e o Dave Mustaine no Megadeth, você percebeu bem a influência de Megadeth hehe. Meu timbre de voz é grave, acho que foi por isso que ele lembra o Peter Steele, que foi uma cara com um vocal único, bem como o Lemmy e o Dave. Contudo, em fins de 2016 o nosso baixista Michael Euler e o nosso produtor Maurício tiveram a ideia de abaixar mais meio tom na nossa afinação, pois desde 2010 nossas músicas eram afinadas em D#. Isso foi muito bom, além de dar mais peso às músicas, a afinação um tom abaixo é bem mais confortável para eu cantar. Desde então, tenho adaptado o vocal em D tanto nas músicas novas quanto nas antigas e explorado mais os graves da minha voz. Estou curtindo demais tocar e cantar nessa afinação.

10 – Pelo visto o Rocking Riders é uma banda que tem tocado bastante ao vivo, como é o espaço para fazer um som em BH e proximidades?
LUCIANO ROBERTO: Os dois últimos anos tocamos bastante, esse ano está sendo legal também. A gente conhece alguns produtores de eventos, donos de bares e casas de shows daqui da região de BH e sempre estamos à disposição pra tocar. Tocamos mais com bandas de outros amigos nesses lugares, onde colocamos à venda cópias do nosso álbum e camisas da banda também.

11 – Vocês apresentam algum cover na apresentação?
LUCIANO ROBERTO: Sim, tocamos Paranoid do Black Sabbath, Ace of Spades do Motörhead e Johnny B Good do Chuck Berry. Cremos que tocar dois ou no máximo três covers no repertório é um aperitivo a mais no nosso set list. Os covers ajudam ainda mais com a nossa interação com a galera.

12 – A Banda já está trabalhando em novas composições para um próximo material?
LUCIANO ROBERTO: Estamos com cerca de nove músicas novas, quase todas 100% ensaiadas.

13 – É bem interessante o trabalho das guitarras e a marcação do baixo, assim como o arranjo da batera! Nota-se uma forte base que “bebe” diretamente da fonte dos mestres dos anos 80, como começa a ideia de uma composição na banda?
LUCIANO ROBERTO: A ideia vem quase sempre com riffs de guitarra aleatórios. Posteriormente, eles são separados em riff para canto, refrão, base(s) de solo, duetos de guitarra, pontes que antecedem a um solo... A música é tocada inteiramente para a captação da temática que ela irá ter. Há músicas que são compostas em parceria, onde os riffs de guitarra ou de baixo formam a música. Por fim, a letra é inserida. Usamos bastante o Guitar Pro, que é muito útil para o armazenamento do som. Cada um da banda ouve a faixa no Guitar Pro e tocamos a(s) música(s) no ensaio, onde cada integrante põe a sua “cara” na música, obtendo a nossa sonoridade.

14 – Gostaria de saber qual os seus 5 discos favoritos, sei que é difícil! Mas é muito legal saber!
LUCIANO ROBERTO: A pergunta mais difícil da entrevista hahaha
Tenho muitos discos que gosto demais, mais vou separar cinco aqui numa lista de 50 hehe
- Master of Reality, Black Sabbath
- March or Die, Motörhead
- Master of Puppets, Metallica
- Dystopia, Megadeth
- Shovel Headed Kill Machine, Exodus.

15 – Quais os planos para o Rocking Riders neste ano de 2018?
LUCIANO ROBERTO: Mais shows e mais músicas novas. Um webclip gravado no estúdio do nosso produtor está pra sair, ficou bacana demais, creio que em breve ele já estará sendo lançado.

16 – Agradeço imensamente a participação de você em nosso humilde blog, deixo o espaço para qualquer coisa que tenha passado em branco e considerações finais!
LUCIANO ROBERTO: Eu quem agradeço pela oportunidade, cara! Gostaria de agradecer a todo mundo que apoia o som autoral de BH e região, às outras bandas daqui da área e à galera que conhecemos que curte o nosso som e que vai aos nossos shows. Obrigados a todos e keep rocking!

Rocking Riders:
Luciano Roberto: Guitarra & Vocal
Vinícius Santos: Guitarra
Michael Euler: Baixo
Júlio César: Bateria

PAGE OFICIAL - ROCKING RIDERS!
https://www.facebook.com/rockingridersband/?ref=br_rs


Por Vitor Carnelossi

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sábado, 17 de fevereiro de 2018

SCULPTURE - O METAL EXTREMO POR OUTROS CAMINHOS

Sculpture é um projeto instrumental envolto de diversas sonoridades tendo como base principal o Black Metal! Formada pelos músicos Willian Marante e Victor Prospero, a dupla desafia os padrões estabelecidos e executam firmemente suas ideias e experimentos dentro do metal extremo. Com seu Full-Length próximo do lançamento, conversei com esses genuínos músicos que buscam espaço para sua arte, livre e inspiradora! Confiram!


1 – Willian, como se deu a origem da projeto Sculpture?
Willian: Na verdade, não tem uma data muito específica. Eu passei anos sem estar em uma banda, mas todo esse tempo, sempre compus e toquei, praticamente todos os dias.

Como minha memória não é boa, sempre que componho algo eu gravo e passo pra tablatura, no Guitar Pro, senão é certeza, vou esquecer.

Mais ou menos entre o ano de 2008 até 2011 eu compus muitas músicas ou riffs isolados, que na minha cabeça seriam pro meu projeto one man band, Infernalium. No entanto, eu sentia que alguns daqueles riffs soavam muito bem na versão instrumental. Todas as linhas de vozes que eu imaginava em cima delas, não me agradavam, sempre achava que estava estragando a música.

Então eu abri uma pasta com o nome instrumental e lá eu ia jogando todos esses riffs e músicas que eu achava que soavam melhor, dessa forma.

Isso ficou lá, parado por uns anos, até que conversando com o Victor, comentei dessa minha idéia, ele achou interessante e então mandei as músicas. Ele gostou e achou que daria pra fazer. Então na próxima semana, nos reunimos e começamos a trabalhar na primeira música. Isso foi no ano de 2014.


As músicas não tinham nome e nem a banda tinha nome, tudo foi surgindo depois, pra lá da metade do processo de composição.

2 – A formação da banda se concentra em você e Victor Prospero, a ideia de manter o projeto em uma dupla facilita o funcionamento das composições?
Willian: Ah, sim. Com certeza, facilita e muito.
Nós meios que estávamos desencanados de banda. Meio de saco cheio. Não da música, não dos nossos instrumentos, mas do lance de estar numa banda, de tudo que aquilo onera (tempo, dinheiro, cobranças) e todas as responsabilidades envolvidas, etc e etc.
Eu mesmo, tinha na minha cabeça que não tocaria mais em banda e somente seguiria com o meu projeto one man band.
Mas como eu e o Victor conversamos bastante, vimos que éramos tranquilos pra trabalhar um com o outro, que tínhamos os mesmos objetivos e visões em relação a música, que resolvemos arriscar.
Logo de início percebemos que ia dar certo. Toda vez que nos reuníamos pra compor ou gravar, sempre era muito produtivo e divertido. Então começamos a ficar cada vez mais empolgados com o Sculpture.
Então assim, por mais que tenhamos outros grandes amigos que podiam fazer parte do Sculpture.
Fechamos nessa idéia de ser um Duo. Tudo funcionou tão bem, foi tão tranquilo e o resultado nos agradou tanto, que não vemos porque mudar essa configuração.

3 – Victor, a banda já está em atividade desde 2014, a liberdade de se projetar algo sem “pressão” pode trazer um certo perfeccionismo envolto neste trabalho de estreia?
Victor: Nossa ideia desde a primeira conversa sobre o Sculpture foi não ter pressão no sentido de não tornar estressante nenhuma atividade relacionada à banda. Sendo assim, durante o processo de composição, nós ouviamos várias vezes cada música e iamos lapidando até ficar da forma como os dois achavam que estava bom.
O risco que existe neste tipo de planejamento é não definir um ponto final e o projeto acabar se tornando uma “composição eterna”, pois o tempo vai passando e os nossos gostos musicais vão mudando (mesmo que pouco). Acredito que nós fomos bem sucedidos em administrar isso.

4 – Instrumental / Atmospheric / Progressive / Black Metal são referências apresentadas pela banda, vocês acreditam que o metal extremo está mais receptivo as inovações dentro do estilo?
Willian: Acredito que sim, acredito que se o Sculpture lançasse esse mesmo play, uns anos atrás, nós seríamos detonados.
Quando iniciamos o Sculpture nós tínhamos quase que absoluta certeza que não seríamos bem interpretados.
“Firuleira”.” Muito melódico”.” Muita coisinha”. “Não é metal de verdade”. Foram alguns dos adjetivos que achávamos que dariam ao Sculpture. Já meio que estávamos preparados pra isso.
Então, já que imaginávamos que teríamos um feedback negativo, ai mesmo que nos despimos de qualquer pudor e medo e experimentamos o máximo possível. O que deu na nossa cabeça, e o que entendemos que a música pedia, nós colocávamos, dentro das nossas limitações técnicas.
Sei lá, pode ser que essa autenticidade ou coragem em arriscar, que possa ter feito o pessoal entender nossa proposta.
Pra nós, foi de fato uma grande surpresa, o feedback extremamente positivo que tivemos e estamos tendo até agora.
O Sculpture foi idealizado e feito de forma totalmente despretensiosa, achávamos mesmo que não teria uma boa receptividade e nem que um selo iria se interessar em lançar, por ser algo um pouco diferente. Achamos que ninguém iria querer se arriscar. Ainda bem que erramos e recebemos uma proposta do Luiz, da Hammer of Damnation, antes mesmo de começarmos a correr atrás de selo. Fechamos com ele.


5 – "To Another Place" está prometido para 2018, como está o processo de finalização do material?
Victor: As músicas já estão todas mixadas e masterizadas e no momento o Willian está finalizando a arte para enviarmos para a gravadora fabricar. O lançamento oficial está agendado para o dia 05/05/18.

6 - Victor além de baixista é o produtor do disco de estreia, quais os desafios de se produzir o próprio material?
Victor: Acredito que o desafio foi a etapa da composição, porque eu e o Willian nunca tínhamos tocado juntos e não nos conheciamos musicalmente. Então até a gente criar uma sinergia, onde o Willian escrevia os riffs, já pensando no que eu iria sugerir pra alterar e vice-versa demorou bastante. Depois foi tudo simples pois eu havia planejado desde o inicio.
Conforme nós iamos compondo a música, já editávamos a bateria e iamos gravando e as bases no programa de gravação. Após terminar de compor, apagamos as cordas e regravamos tudo pra valer, riff por riff o mais preciso possível. A direção da gravação foi super tranquila porque o Willian já sabia como eu trabalhava. Na escolha de timbres e demais samples (teclados e etc), mixagem e masterização foi muito tranquilo também porque o Willian quase sempre pensa igual a mim.

7 - Como divulgado o Sculpture trata-se de um projeto instrumental, pelo que consta vocês já integraram bandas de metal extremo anteriormente. É desafiador expressar suas convicções e expressões fazendo um som inteiramente instrumental?

Willian: Sim, tanto eu como o Victor, já tocamos em diversas outras bandas de São Paulo, como:

Lost Graveyard, Evil Mayhem, Obscure Mind, Shantak, Necromesis, Infernalium, Synthesis, Thou Supreme Art entre outras. Temos um tempinho já nessa vida de bandas e shows.

Foi sim desafiador, nos expressar de forma instrumental e totalmente diferente de todas as outras bandas que já tocamos. Tanto que nós começamos a compor de uma forma e vinha rolando bem. Mas em um certo momento, as composições foram amadurecendo e ficando muito diferentes das 2 primeiras músicas que fizemos, digo a estrutura da música mesmo.
Percebemos que as músicas estavam ficando com estrutura e formato de uma música normal, (Introdução / Verso / Ponte / Refrão / Solo). Então tentamos romper com isso e estruturar as composições de forma diferente. Ai voltamos e refizemos tudo o que já tinha sido feito, pra depois seguir em frente. Tentamos equalizar as composições pra que todas ficassem no mesmo nível. Pra que soassem de forma mais homogênea.

8 – Sei que já com o pouco tempo de banda vocês devem ter já respondido inúmeras vezes se há pretensão de vir a ter um vocal futuramente (rsrsrsrs). Então a pergunta é esta, o Sculpture terá algum vocalista fazendo alguma participação futuramente?
Willian: Realmente, sempre nos perguntam isso. Hahahahaha. Mas é normal...
O Sculpture foi concebido, desde o inicio, pra ser uma banda instrumental. È assim que vemos o Sculpture e é assim que queremos que ele continue.
Mas pensamos sim, mais pra frente, em lançar um som, com um vocal convidado. Em uma versão com bônus, ou um EP, algo assim.
Até mesmo nós temos essa curiosidade, então pode sim rolar um dia. Mas será algo atípico.
Um play inteiro com vocal, não. Isso não vai acontecer sob o nome Sculpture.

9 – A bateria programada soa bastante coesa e orgânica, com certeza hoje em dia funciona bem melhor que na época do HATE do Sarcófago não é mesmo?
Victor: No caso do Sculpture além da bateria, todos os efeitos de sampler também são programados. Inclusive nenhum pedal de guitarra, amplificador ou microfone foi usado. Tudo foi feito 100% no computador.
Os plugins estão evoluindo em uma velocidade incrível. Para as guitarra do Sculpture por exemplo, eu troquei três vezes o plugin e cada um soava incrivelmente melhor do que o outro.
Hoje em dia, no metal extremo, a maioria das grandes produções usam alguma tecnologia de sampler na bateria. Muitas vezes substitui-se o som da bateria tocada pelo som de um sampler gravado a partir da própria bateria para tirar um pouco da dinâmica e dar mais punch.
Se as baterias programadas de hoje em dia estão melhores do que as de 5 anos atrás, imagine se compararmos às de 25 anos atrás, na época do HATE (risos).

10 – Bandas como Limbonic Art e Samael por exemplo usam o recurso de bateria programada há muito tempo, o Samael além do estúdio ainda se apresenta ao vivo sem maiores problemas. O Sculpture tem intenção de se apresentar? O que vocês pensam a respeito?
Willian: Há maneiras e maneiras de se fazer as coisas. Nunca vi problema no uso de bateria programada, desde que feito da maneira correta, de uma maneira que não fique tão evidente e robótico. Desde o começo, sabíamos que iríamos usar bateria programada e foi sempre uma preocupação nossa, deixa-la o mais natural e humanizada, possível. 


Quanto a se apresentar, isso nunca tinha passado pela nossa cabeça. Fizemos o Sculpture pra ser uma banda de estúdio. No entanto, o selo que nos convidou pra lançar nosso debut, deu essa idéia, de fazer uma apresentação de lançamento do cd. Aceitamos e ela vai acontecer no dia 05/05/2018 na sede da Hammer of Damnation.

Nos apresentaremos em quarteto ( 2  guitarras, baixo e bateria).  Está sendo bem trabalhoso tirar as músicas todas novamente, passar pros outros músicos, ensaiar e tudo mais. Mas ao mesmo tempo está sendo bem prazeroso. Acredito que conseguiremos fazer um boa apresentação. Estamos realmente empenhados nisso.



11 – Na música que vocês liberaram percebe-se momentos mais voltados para o Black Metal, influencias de Metal Tradicional, passagem acústicas! Isso torna a audição agradável e surpreendente! Quais as influências musicais em relação ao Sculpture?

Willian: Sem dúvida nenhuma, a imensa maioria dos plays da minha coleção e a maior parte da minha influência, vem do Black Metal.

È o que eu ouço 80% do tempo. Mas meu gosto musical e influências são bem grandes.
No Black Metal, dá pra citar. Dissection, Godkiller, Algaion, Sargeist, Impaled Nazarene, GBK, Song D´enfer, Woods of Desolation Sacrilegium, mais um milhão de outras bandas novas e antigas.
Ouço muito também Thrash Metal oitentista. Destruction, Exodus, MX, Tankard, Sodom, Kreator, Assassin, Razor, Violent Force...
Gosto muito de Heavy Metal Tradicional. Iron Maiden, Judas Priest. Black Sabbath, King Diamond, Mercyful Fate, Running Wild. Helloween...
Ouço umas coisas de jazz, fusion, principalmente discos de guitarristas. Progressivo também ouço, curto demais Rush. Demais mesmo.
Um estilo que não sou muito chegado é o Death Metal, escuto pouquíssima coisa. Engraçado que uma das melhores bandas do mundo, pra mim, é desse estilo. O Death.  Mas o Death e o Chuck acho que transcenderam os limites de qualquer estilo. Aquilo é único.

Victor: Acredito que essa mescla de estilos foi algo natural de se fazer pois a trajetória de influencias minhas e do willian são bem parecidas. Ambos começamos a escutar metal de berço, por influência de nossos pais e depois viemos descobrindo o som que nos agradava mais: metal extremo.
Eu ouvia muito Black Sabbath, Iron Maiden, Metallica e Helloween,  quando eu era criança. Depois fui indo para o Thrash, o Death e o Black Metal. Além disso já tive bandas de Prog e já toquei Jazz e Bossa Nova na noite. O Sculpture tem um pouco de cada uma destas influências que fomos adquirindo no decorrer da vida.

12 – O Material será lançado via “Hammer of Damnation”, pelo que consta CD vai ser muito caprichado! Recentemente adquiri uma cópia do novo CD do CAUTERIZATION e o acabamento é impressionante!
Willian: Estamos nos ajustes finais da arte de capa e encarte. Falta muito pouco e o material deve ir pra fábrica, ainda esse mês de fevereiro ou no máximo começo de março.
Tentamos caprichar no visual e tentar chegar numa arte e layout que conversasse com o tipo de música que fizemos, que fechasse todo o conceito do álbum. Procuramos fazer com que a arte, representasse a música do Sculpture. Creio que conseguimos isso e estamos bem satisfeitos.

O lançamento será também em formato digipack, mas num formato um pouco diferente do Cauterization (aquele lançamento realmente ficou lindíssimo). 



Escolhemos um formato pouco utilizado e que achamos que ficaria perfeito no tipo de arte e ilustração que tínhamos em mente.  Acreditamos que a arte, formato, acabamentos, conversam bem com a proposta e conceito do Sculpture.



13 – Willian e Victor, gostaria que listassem seus álbuns favoritos!
Willian: Bem difícil. Vou citar 10, mas eles mudam sempre e não será em ordem de preferência.
Bathory – Bathory
Iron Maiden – Killers
Exodus – Bonded By Blood
Woods of Desolation – Torn Beyond Reason
Dissection – Storm of the Lights Bane
Helloween – Walls of Jericho
Mercyful Fate – Don´t Break the Oath
Necromantia – Scarlet Evil Witching Black
Death  – Individual Thought Patterns
Impaled Nazarene – Ugra Karma

Victor: Realmente é uma pergunta bem dificil mas vou tentar citar os primeiros que me vêm em mente.
Bathory – Under the sign of the black mark
Destruction – Sentence of Death
Dissection – Storm of the light´s bane
Kreator – Pleasure to Kill
Rush – Moving Pictures
Death – Symbolic
Woods of Desolation – Torn beyond reason
Sivyj Yar – From the dead villages´ darkness
Desaster – Hellfire´s Dominion
Mercyful Fate - Melissa

14 – Quais os planos futuros para o Sculpture?
Willian: No momento estamos nos dedicando totalmente ao lançamento do debut. Divulgando da melhor forma possível, trabalhando em conjunto com o selo. Em breve divulgaremos mais um clipe com outro som na íntegra, temos também mais alguns vídeos pra liberar.


Além de estarmos muito focados nos ensaios e preparativos pra apresentação de lançamento do álbum. Queremos entregar pro pessoal, a melhor apresentação possível, como forma de agradecimento pelo apoio e suporte que temos tido, desde que começamos  divulgar o Sculpture.


Temos planos pra um próximo álbum, um EP... Não sabemos muito bem ainda.

Ficaram algumas músicas e riffs de fora desse álbum, porque achamos que era a hora de lançar e se continuássemos a compor e gravar, podia demorar bastante, porque nosso processo de composição é bem demorado e trabalhoso.


Entao, é isso. Nesse ano é foco total no lançamento de “ To Another Place” e fim do ano ou ano que vem, pretendemos voltar a gravar e finalizar algumas composições que ficaram em aberto.

15 – Deixo o espaço aberto pra as considerações finais!
Gostariamos de agradecer imensamente ao Vitor e seu blog Colorado Heavy Metal, pelo interesse e espaço concedido ao Sculpture.

Esperamos que curtam os outros sons do play e esperamos nos trombar por ai, pra trocar mais ideias e tomar umas cangibrinas.

Maiores informações:
https://www.facebook.com/SculptureInstrumentalBr


Por Vitor Carnelossi

COLORADO HEAVY METAL - PEQUENAS AÇÕES QUE FAZEM A DIFERENÇA!

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Editor responsável - Vitor Carnelossi

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

WILD LEATHER - HARD ROCK SELVAGEM DE BH



Quando você escuta do termo Hard Rock é inevitável aquela ligação com os anos 80 não é mesmo?
De algum tempo para cá o público novamente voltou a se interessar neste tipo de som, postura e estilo! Em BH não poderia ser diferente, celeiro mundial de bandas a Capital de Minas desta vez ataca de hard rock!!! WILD LEATHER é a banda que integra o nosso entrevistado de hoje, o guitarrista Chris Maia. Chris é um músico de BH que entre outros projetos recentemente gravou o ultimo play do GREY WOLF ( GLORIOUS DEATH), um ótimo registro que me chamou a atenção pela versatilidade em seu instrumento! Vamos bater um papo com esse camarada? confiram!


1 – A Capital mineira ainda como outrora continua sendo celeiro de inúmeras bandas, como anda a cena em termos de shows nas noitadas  de B.H?
Chris Maia: Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade da entrevista !!!
Bom as noitadas de bh sempre são fodas demais , role sempre e oque não falta , só que mais puxado para sons extremos , punk rock e cover , a única coisa que sinto falta e a cena mais clássica anos 80 rsrsrs

2 – Quando se fala em Belo Horizonte a gente logo pensa na cena mais pesada marcadas por bandas como Sepultura, Overdose, Sarcofago, The Mist, Chakal! Você acredita que algum dia novamente, B.H.  Possa se reencontrar com aquela explosão musical dos anos 80?
Chris Maia: Eu acredito sim < pois aqui ja temos bandas de variados estilos com a levada mais anos 80 ,como Dunkel Reiter e Witchkross , agr tenho a Wild Leather entrando com o hard rock hehehehe

3 - Você é guitarrista da recém-formadabanda WILD LEATHER, como esta os espaço hoje em dia para o hard rock , parece-me que o público novamente está olhando com carinho este estilo?
Chris Maia: Na minha visão o hard rock esta voltando com tudo no momento , em bh mesmo o pessoal esta tendo uma aceitação foda com a Wild Leather , porque é um estilo bastante em falta aqui no termo autoral , no momento se encontram pouquíssimas bandas que tocam o som e utilizam o visual dos anos 80 , e acredito que isso e o grande diferencial da wild , visual e atitude !!

4 – Apesar de um genuíno guitarrista de hard rock, você fez um excelente trabalho no disco GLORIOUS DEATH, como o  mister“Grey Wolf Paulinelli “ lhe encontrou (rsrsrsrs)?
Chris Maia: Foi uma coisa totalmente por acaso cara rsrsrsrs so tenho dizer que foi pelo facebook , foi logo naa semana que conheci a banda e curti bastante , tinha comentado com uma namorada minha na epoca falei com ela : caralho ja imaginou eu fazendo esse som ? kkkkk
ai uma semana depois o Fabio veio me fazendo o convite , eu aceitei sem pensar kkk
entrei na banda como guitarra base , ai logo com a saída do Rudolf eu assumi a responsa nas cordas, foi onde eu evolui totalmente como guitarrista .
mas eu o agradeço demais pelo tempo no Grey Wolf pois foi a banda onde adquiri bastante experiência musical e no metal em si, onde tive a oportunidade de tocar em vários festivais e principalmente viagens com banda 

5 – A abordagem na guitarra muda bastante do Hard rock para o Heavy Metal, mesmo assim você desempenhou um trabalho coeso e criativo, comofoi o processo de gravação de GLORIOUS DEATH?
Chris Maia: A gravação do gloriuous death foi muito bem trabalhada e o fabio me deixou a total liberdade de usar o meu timbre e minha pegada , que muitas pessoas me dizem ser bastante versátil , melódica e pesada , pois sempre tive influencias no heavy e no hard 80 , ai tento ser o mais original possível mas com a minha total influencia nos anos 80.

6 – O ponto que mais me chamou a atenção neste disco em relação a guitarra foi a variação de timbres, que deram um tempero especial ao disco. Sendo assim, quais os guitarristas que mais lhe influenciam e lhe inspiram!?
A vou fazer uma curta listinha aqui rsrsrs
Chris Maia: MALMSTEEN, DAVE MUSTAINE , STEVE CLARK , EDDIE VAN HALLEN , DOUG AUDRICH, LITA FORD , REB BEACH , ADRIAN SMITH , MICK MARS , TOM KEIFER , VIVAN CAMPBELL , BRUCE KULICK E VARIOS OUTROS DO HARD E HEAVY 80 RSRSRSRS

7 – Qual é a proposta do WILD LEATHER?
Chris Maia: fazer um  hard rock selvagem como o próprio nome já diz , uma hard rock com aquela essência de los angeles na década de 80 com uma pitada de heavy metal , nao muito técnico direto e pesado !!

8 – Qual a formação da banda?
Chris Maia: A formação da wild :
Afonso Arinos - vocais (ex outlaw)
Dimas correia - bateria (ex odisseia e balistica )
Chris Maia - guitarra (ex grey wolf e tumulo de aço)
Jefferson soares - guitarra (ex odisseia )
Aed vieira - baixo

9 – Quais sons  a banda pretende “coverizar” pelos palcos afora?
Chris Maia: Cara temos bastante influência em def leppard , motley crue , poison , winger,loudness , lizzy borden mas queremos fazer algo com nossa pegada sem fugir dessa linha de som

10 -  Vocês já em alguma composição própria sendo preparada?
sim , já iniciamos o processo de gravação do primeiro EP ou um oficial de cara , estamos ainda decidindo o nome do primeiro disco , mas tenho certeza que vão gostar e ver que BH também tem hard rock !!!

11 – Quais seus discos favoritos?
outra listinha kkkk
Shout at the devil -motley crue
too fast for love - motley crue
theatre of pain - motley crue
out of cellar - ratt
invade your privacy - ratt
high n dry - def leppard
on thoug the nigth - def leppard
love you to pieces - lizzy borden
out of this wolrd - europe
sing of the hammer - manowar
death or glory -running wild
e uma cassetada a mais kkkk  

12 – Qual banda da atualidade vem fazendo um som legal, na sua opinião?
cara no momento são duas bandas nacionais que estou viciado SWWET DANGUER E BITER !!!!
mas tem várias tbm da cena nacional que gosto pra cassete , firestrike , tigger , nigth prowler , thunderlord sao bandas otimas da nossa cena !!!

13 – Quais os contatos e como ficar ligado no que rola no WILD LEATHER?
N momento temos os nossas paginas no facebook  e instagram

14 – Deixo o espaço para suas considerações finais!
bom nas considerações eu deixo um abraço ao Vitor Carnelossi pela oportunidade dada entrevista , a os meus companheiros de banda na wild leather , meus amigos pessoais e a todos os apoiadores da wild leather !!! estamos sempre firmes contra tudo pra manter nossa cena nacional viva e forte  como nunca !!! HAIL!

Por Vitor Carnelossi

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